Durante a 5ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de São José do Calçado, no Sul do Estado, realizada na noite de terça-feira (25), muito se questionou. A repercussão maior ficou por conta das palavras da vereadora Fátima Cristina Souza da Silva Rezende (PDT). Ela afirmou que não iria mais gastar papel, tinta e neurônios com o Executivo, pois até a presente data o referido não havia respondido a nenhuma de suas solicitações.

ver

A Socialista Janaina Luzia Oliveira Pimentel Passalini frisou que nas escolas estão faltando materiais básicos como folhas e tonner
O Executivo solicitou a autorização para ajudar no torneio do dia 1 de Maio (Torneio do Trabalhador) no valor de R$ 3.000,00. Os edis votaram a favor exceto a vereadora Fátima Cristina Souza da Silva Rezende, que disse ‘não’. A mesma fez menção ao contraditório de ajuda de custo de R$3.000,00 com a falta de médicos e medicamentos na farmácia da USII e no Caps. Ainda ressaltou que a farmácia recebe um valor fixo de R$ 4.900,00 e o Caps recurso federal no valor de R$ 42.000,00 por mês.
Rezende, em certo momento, falou que não gastará mais papel, tinta e neurônios com o Executivo, uma vez que até a presente data o referido não havia respondido a nenhuma de suas solicitações. Ressaltou a falta de informações do Executivo ao Legislativo sobre o pagamento das diárias, visto que o pedido foi solicitado há mais de 30 dias, e até a presente data não obteve respostas.
– O Executivo deve cumprir com o seu dever de informar e responder no prazo legal todas as informações. Essa questão foi aprovada por unanimidade pelos edis. O Executivo deve cumprir suas obrigações com os 9 vereadores-, lembrou a pedetista, que ainda deixou bem claro, que pelo fato de até o presente momento não havia obtido respostas do Executivo, entrará com um pedido de CPI para investigar a razão do não comprimento.
4 MESES E NADA
A pedetista alertou sobre a falta de materiais de limpeza e higiene nas escolas e postos de saúde, dizendo que não era possível dentro de 4 meses o Executivo não tinha tomado providências necessárias para o atendimento à população.
-Inteirei-me da obra de recuperação das ruas. O valor apresentado é bem maior do serviço que foi feito. Ainda há servidores públicos municipais parados, sem exercer suas funções em casa enquanto contratados fazem o serviço onerando assim o município duas vezes. O ‘oba-oba’ do dinheiro público está sendo feito batendo em nossas caras. Peco que todos os outros edis ajudem-me nessa fiscalização. Foi feito a contratação de um laboratório de forma emergencial. Os usuários acamados estão tendo que ir até o laboratório para coleta de materiais. O secretário de obras vem usando carro público para resolver coisas particulares. A secretaria de saúde está desobedecendo a ordens judiciais, por não ter recursos para adquirir e pagar a farmácia-, enfatizou.
A Socialista Janaina Luzia Oliveira Pimentel Passalini frisou que nas escolas estão faltando materiais básicos como folhas e tonner. Que o professor precisa dessas ferramentas, sendo que a educação tem recursos para custear.
-Destaco a falta de medicamentos. As pessoas abordam-me pedindo providências. Temos que ter uma educação de qualidade-, realçou a vereadora do PSB.
DE R$ 5.000,00 PARA R$ 6.500,00
O presidente da Casa de Leis, Wagner Vieira França (PT) destacou que os contratos que estão com ele fogem da realidade, uma vez que no governo passado a manutenção de computadores era no valor de R$ 5.000,00. Que a empresa era de São José do Calçado. Já hoje é uma empresa de Alegre que faz o mesmo serviço por R$ 6.500,00, o que causa estranheza para todos os edis.
Sergio Oliveira – Blog Last Minute New
fac4
Anúncios